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Letra completa do hino nacional brasileiro

Composta no ano de 1822, a música do hino nacional brasileiro foi elaborada por Francisco Manuel da Silva para celebrar a independência.





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Em 1906, portanto após a Proclamação da República, iniciou-se um concurso para indicar a letra que melhor se adaptasse ao hino nacional brasileiro.

A letra escolhida foi o belo poema de Joaquim Osório Duque Estrada. O que pouca gente sabe é que a introdução do hino nacional brasileiro já possuía uma letra, cuja autoria é atribuída a Américo de Moura, que acabou excluída da versão oficial.




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Eis a letra da introdução do hino nacional brasileiro, parte que hoje tem apenas execução instrumental:

Espera o Brasil
Que todos cumprais
Com o vosso dever.
Eia avante, brasileiros,
Sempre avante!

Gravai o buril
Nos pátrios anais
Do vosso poder.
Eia avante, brasileiros,
Sempre avante!

Servir o Brasil
Sem esmorecer,
Com ânimo audaz
Cumprir o dever,
Na guerra e na paz,
À sombra da lei,
À brisa gentil
O lábaro erguei
Do belo Brasil.
Eia sus, oh sus!

Eis a parte mais conhecida do hino nacional brasileiro, com letra de Joaquim Osório Duque Estrada sobre música de Francisco Manuel da Silva:
Primeira Parte

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido,
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó pátria amada!

Dos filhos deste solo
És mãe gentil,
Pátria amada,

Brasil!
Segunda Parte

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida no teu seio mais amores.

Ó pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
Paz no futuro e glória no passado.

Mas se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó pátria amada!

Dos filhos deste solo
És mãe gentil,
Pátria amada,

Brasil!




Abrolhos - Bahia - Foto:Embratur

 

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