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Dotado de uma beleza natural estonteante, o arquipélago
de Fernando de Noronha, um dos santuários
ecológicos mais importantes do mundo, com 21 ilhas,
ilhotas e rochedos, num total aproximado de 26 km² de
área terrestre, é formado pelos topos das montanhas
de uma cordilheira de origem vulcânica, cuja base está
localizada a cerca de 4 mil metros de profundidade.
Isolado em meio à imensidão azul do Atlântico,
quatro graus abaixo da linha do Equador, a 545 km de Recife,
a capital pernambucana, o arquipélago, que recebeu
da UNESCO o título de Patrimônio Natural da Humanidade,
transmite a sensação de ser o Brasil que deu
certo, com um turismo desenvolvido de forma sustentável.
Graças à atuação do Ibama, que
além de fiscalizar, dá palestras interessantíssimas,
Noronha é o exemplo cabal de que é possível
promover o encontro racional e equilibrado do homem com a
natureza.
Para assegurar o futuro desse ecossistema singular e exuberante,
com aproximadamente 230 espécies de peixes, 15 variedades
de corais e 5 tipos de tubarões, além de golfinhos
e tartarugas, estudados pelo Projeto Golfinho Rotador e pelo
Projeto Tamar, respectivamente, foi instituída uma
Taxa de Preservação Ambiental e implantada uma
legislação que proíbe atividades prejudiciais
à natureza, desde acampar até catar conchinhas
na praia.
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Na única ilha habitada,
também chamada Fernando de Noronha, as praias localizadas
na face voltada para o Brasil, conhecida como Mar de Dentro,
têm águas extremamente calmas, entre os meses
de abril e novembro, ideais para banho e mergulho, com uma
visibilidade que pode chegar a 50 metros. Nos demais meses,
a mudança das condições do mar favorecem
a prática do surfe, com ondas de 2 metros, em média,
e picos que ultrapassam 5 metros.
Deste lado, ficam praias belíssimas, como Quixaba,
Bode, Americano, Boldró, Conceição, Praia
do Meio e Cachorro, mas os grandes destaques são para
Cacimba do Padre, Sancho e Baía dos Porcos, todas de
beleza excepcional, sem contar a extraordinária Enseada
dos Golfinhos, balneário exclusivo destes simpáticos
cetáceos, onde os humanos não podem ir, apenas
observar os flippers, de longe, entrar na baía aos
bandos, pela manhã, e ficar brincando durante horas.
No agitado Mar de Fora, região voltada em direção
à África e acalmada em alguns pontos pelos arrecifes,
a Praia de Atalaia e a Baía de Sueste, são magníficas,
embora, no quesito plasticidade, a espetacular Praia do Leão
reine de forma absoluta.
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