A região atualmente ocupada pelo
município de Barra de São Miguel
foi descoberta por Américo Vespúcio
em sua primeira expedição ao Brasil, no
ano de 1501, quando atracou na Barra
do Rio São Miguel.
O território era, então, ocupado pelos índios
caetés, praticantes do canibalismo, que, posteriormente,
em 16 de julho de 1556, devoraram o primeiro Bispo do
Brasil, D. Pero Fernandes Sardinha. O ritual antropofágico
teria acontecido no momento em que o bispo transportava
uma imagem de Sant'Ana, que acabou abandonada no local
do trágico incidente. Mais tarde, a santa foi escolhida
como padroeira do povoado, transformado em aldeia de pescadores.
Por causa de sua excelente localização geográfica,
a Barra de São Miguel desenvolveu-se em torno das
atividades náuticas, inclusive com a implantação
de um estaleiro para a construção de navios
à vela, e outras embarcações, como
barcaças chatas, alvarengas e botes.
Com suas praias de areias brancas e soltas, e arrecifes
que protegem as águas mornas e cristalinas, de
um azul extraordinário, formando uma enorme piscina,
a antiga aldeia acabou por ser descoberta para o turismo.
Situada a apenas 32 quilômetros da capital do estado,
a belíssima Maceió, a cidade logo começou
a atrair mais e mais visitantes, em busca de sossego e
paisagens paradisíacas.
Hoje, com sua forte vocação turística,
Barra de São Miguel tornou-se um dos mais prósperos
balneários de Alagoas.