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Paraty -Trilha do Ouro em Paraty
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Estrategicamente localizado, durante muito tempo o Porto de
Paraty escoou para o Rio de Janeiro todo o ouro oficialmente
produzido na antiga Vila Rica, atual Ouro Preto, através
da chamada Estrada Real.
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Essa estrada, aberta sobre uma série de ancestrais
trilhas indígenas, que foram sendo alargadas e calçadas
pelos escravos para permitir o transporte da produção
em carretões de tração animal, saía
das Minas Gerais, atravessava a Serra do Mar e desembocava
no litoral.
Em Paraty, uma Casa de Registro, da qual ainda existem
ruínas, controlava o fluxo e cobrava os impostos.
Graças ao ouro, a vila cresceu, ganhou planta regular,
ruas planejadas, algumas calçadas, e aproximadamente
400 casas, entre sobrados de arquitetura maçônica,
onde vivia uma elite requintada.
Quando a Coroa portuguesa decidiu construir o Caminho Novo,
uma via de escoamento mais segura, rápida e eficiente,
ligando o Rio de Janeiro diretamente à capital das
Minas, a próspera economia de Paraty entrou em decadência.
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Paraty - Rio de Janeiro Foto: Embratur
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Concluído em 1707, o novo trajeto substituiu a antiga
estrada do ouro, de Vila Rica ao Porto de Paraty, e o Caminho
Velho virou rota proibida, considerada como "descaminho",
com sua utilização rigorosamente punida.
Fora algum eventual contrabando, o ouro jamais voltou a circular
por ali. Paraty tornou-se, então, um grande centro
produtor de açúcar e seu nome passou a ser sinônimo
de um outro produto da cana: a cachaça ou parati.
Durante o Ciclo do Café, parte do Caminho Velho,
conhecida como Trilha do Ouro, voltou a ser utilizada para
escoar o produto do Vale do Paraíba em grandes tropas
de mulas.
Esse trecho da Estrada Real, com seu antigo calçamento
de pedra, encontra-se bem conservado, em meio a várias
cachoeiras e magníficas paisagens, no Parque Nacional
da Serra da Bocaina. Quem visita Paraty, não deve
deixar de fazer uma caminhada de 2 km pelo Caminho do Ouro,
e percorrer a História do Brasil através deste
cenário deslumbrante.
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