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O Parque Nacional da Tijuca
Criado em 1961, o Parque Nacional da Tijuca abrange uma área
de aproximadamente 39,51 km², dentro da qual se insere
a Floresta da Tijuca.
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Declarado Reserva da Biosfera pela Unesco em 1991, o parque
tem um papel crucial na preservação da qualidade
de vida da Cidade do Rio de Janeiro. Ajuda a prevenir a
erosão das encostas, a reduzir a poluição
e a preservar as fontes de água, e oferece várias
trilhas, grutas, cachoeiras, sem mencionar os diversos pontos
turísticos famosos, como o Corcovado e mirantes belíssimos,
como a Vista Chinesa.
Além da Floresta da Tijuca, onde fica o Pico da
Tijuca, segundo ponto culminante da cidade, com 1022 metros
de altitude, perdendo apenas para o Pico da Pedra Branca,
com 1024 metros e situado em Bangu, o parque compreende
a Serra da Carioca, o Morro do Corcovado, a Pedra Bonita,
a Agulhinha da Gávea e a Pedra da Gávea.
Possui também uma grande área de recreação,
onde é possível fazer caminhadas, piqueniques,
excursões, escaladas, ou simplesmente usufruir o
silêncio, o ar puro e a temperatura amena, em plena
metrópole tropical.
A floresta original foi quase inteiramente destruída
ao longo do tempo, com a retirada de madeira para construção,
lenha e carvão, e pelo avanço das lavouras
da cana-de-açúcar e do café. Apenas
os locais mais remotos e inacessíveis conseguiram
manter preservada sua cobertura vegetal.
Em 1844, agravou-se na cidade o problema crônico da
escassez de água, levando o Imperador Pedro II, a
emitir ordens expressas para que a polícia imperial
agisse com rigor contra os desmatamentos. O poder dos cafeicultores,
no entanto, resistia impavidamente às leis vigentes.
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A única forma eficaz de salvar os mananciais da
região, foi desapropriar todas as terras, sítios
e fazendas e desenvolver um ousado e ambicioso projeto de
reflorestamento, nunca antes realizado na América
Latina. A partir de 1854, o Visconde de Bom Retiro deu início
às desapropriações e, em 1861, foram
criadas, através do Decreto Imperial 577, a Floresta
da Tijuca e a Floresta das Paineiras. O primeiro administrador
foi o Major Gomes Archer, que tirou de sua própria
fazenda, no maciço da Pedra Branca, as mudas para
o replante.
Estima-se que cerca de cem mil árvores, principalmente
espécies nativas da Mata Atlântica, tenham
sido plantadas, inicialmente por 6 escravos e, mais tarde,
por 22 trabalhadores assalariados, durante13 anos.
O segundo administrador foi o Barão Gastão
de Escragnolle, que, de 1874 a 1888, inseriu outras 30 mil
mudas, com algumas espécies exóticas e uma
preocupação mais paisagística, transformando
a floresta em um parque para uso público. Com auxílio
do paisagista francês Augusto Glaziou, o Barão
promoveu o embelezamento do local, criando pontes, lagos
fontes e áreas de lazer.
Durante os primeiros anos da República, o parque
ficou praticamente esquecido. Em 1920, para recepcionar
o Rei Alberto da Bélgica, aficionado por montanhismo,
a trilha para o Pico da Tijuca foi restaurada, degraus foram
escavados na rocha e correntes de ferro fixadas para servir
de apoio. De 1943 a 1946, o empresário, mecenas e
colecionador Raymundo Ottoni de Castro Maya recuperou a
floresta, recebendo um pagamento simbólico (1 cruzeiro
ao ano) por sua administração.
Em parceria com o arquiteto Vladimir Alves de Souza e com
o paisagista Roberto Burle Marx, Castro Maya introduziu
obras de arte e ergueu novas edificações e
recantos, incluindo restaurantes e sanitários.
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